sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A segunda adolescência...

Etimologicamente falando, adolescência provém do verbo “adolescere”, que significa brotar, fazer-se grande. A adolescência propriamente dita é um período da vida, que começa aos 10 e vai até os 19 anos, onde acontecem diversas mudanças físicas, psicológicas e comportamentais. Sem sombra de dúvida uma fase chata insuportável bem difícil de lidar, onde descobrimos que não somos mais crianças para algumas irresponsabilidades, e muito menos adultos para fazermos as coisas legais da vida.

O que até hoje eu não sabia era que após a formatura na faculdade muitas pessoas passam pela segunda adolescência (é assim que eu gosto de chamar, não se trata de um texto científico, genten). 
Certo é que nascemos para estudar. Tanto é verdade que desde os 03 anos de idade já estamos internados em uma escolinha, mesmo que seja para brincar e tirar a hora das soneca (saudaaaade da hora da soneca). Depois vem o 1º grau, 2º grau, preocupação com o vestibular, cursinho (em alguns casos) e faculdade. Até então a preocupação maior é passar de ano (ou período). O grande problema está no depois da faculdade.

A maioria das pessoas escolhem suas profissões na faixa dos 17 aos 18 anos. Isso quando podem se dar ao luxo de escolherem sem a pressão externa exercida pelos pais. Pensar em alguma atividade prazerosa e bem remunerada não é coisa fáceo amigos, somando isso à juventude, imaturidade e inexperiência de vida, o resultado nem sempre é dos melhores. 

Aqueles que sentem que não escolheram bem, ou que foram pressionados a escolherem determinada profissão, sem sombra de dúvidas, são os que mais sofrem com a pós-formatura. Possuem um diploma debaixo do braço, uma profissão infeliz (e olha que não estou falando em remuneração, mas sim em realização pessoal), e zero perspectivas positivas de um futuro.

Sem contar que mesmo estando extremamente contente com a profissão escolhida, a pós-formatura traz o agravante da dificuldade de se entrar no mercado de trabalho. São poucos os cursos e as faculdades que preparam seus alunos para enfrentar a difícil prática da profissão, aí, mesmo os que possuem a completa teoria na ponta da língua, falham na hora de conseguir um emprego.

Se você está lendo esse texto e se identificando eu te digo o seguinte caro leitor: Você não é o único a se sentir assim! Existem mais alguns milhares espalhados por aí que estão sofridos com essa segunda adolescência, com esse segundo momento da vida marcado por questionamentos e dúvidas: “o que sou?”, “o que farei”, “o que será da vida de agora em diante?”, “será que estou no caminho certo?”, "e agora José?".

O objetivo de vida mudou. O problema-mor não é ter a nota necessária para passar para a próxima etapa. É ganhar dindin, se sustentar, ter um emprego bacana que dê grana o bastante para se viver bem e realizar-se pessoalmente na feitura do trabalho. Não se é mais estudante e sim profissional. Ser feliz agora já não é tão simples!

O que não pode é desistir da felicidade amigos (poética a garota, hein?). Se você está contente com a sua profissão, mas frustrado com a baixa expectativa do mercado de trabalho, tente aumentar sua rede de relacionamentos (também chamada network), talvez fazer uma especialização, ou aceitar algum emprego com remuneração abaixo do esperado (assim consegue-se experiência). Com o tempo vai se conquistando um espaço no mundo dos negócios.
Agora se você formou e, praticamente, odeia sua profissão, não se sente pessoalmente realizado, e a insatisfação tomou conta, não desista! Hoje em dia é fácil fazer um curso técnico, entrar em uma faculdade particular, e os sistemas de financiamento do governo facilitam bastante a vida dos que não podem pagar. E falo com propriedade: tenho duas amigas que, após formadas e insatisfeitas, foram a luta e estão novamente na graduação em busca de realização profissional, pessoal e financeira. Admiro muito!

Só quero ressaltar que não são dicas de uma expert no assunto, mas sim conselhos de uma amiga blogueira, ok amizos! 

A segunda adolescência, assim como a primeira, é também repleta de incertezas, bem difícil de lidar. Nesta fase em que somos considerados adultos demais para termos tantas dúvidas, e adultos de menos para ganharmos muita grana, o desenlace é apostarmos na maturidade que ganhamos ao longo desses anos para tomarmos as decisões futuras, de preferência mais acertadas!

Por Naiara

6 comentários:

disse...

ainda bem que alguém fala sério nesse blog, viu :)

18/2/11
Anônimo disse...

Adorei o texto.

de fato, não é nada fácil esse período de transição, em que definitivamente procuramos nos desvencilhar das facilidades proporcionadas pelo amor e aconchego paternos, para caminharmos sozinhos, trilharmos nosso caminho e termos nossa vida independente...

a vida é feita de escolhas, que necessariamente pressupões renúncias, consequentemente, sempre batem as inevitáveis indagações: estou fazendo a coisa certa? e se eu tivesse feito de outra forma? o que teria sido de mim se tivesse começado a trabalhar desde cedo, não tivesse mudado de cidade? e se tivesse terminado antes com a namorada chata?

Enfim... saibamos passar pelas fases da vida com serenidade, todas possuem suas dificuldades, não devemos levar as coisas tão a sério, mas temos de saber ter comprometimento...
Vinícius de Moraes dizia para tomarmos cuidado, afinal, a vida é uma só, duas mesmo que é bom, provado somente por termo escrito, embaixo assinado Deus e com firma reconhecida... rsss.

19/2/11
Naiara e Letícia disse...

Pois é caro Anônimo... Você falou e falou bonito!

Mas além de tudo eu penso que após as dificuldades de encontrarmos nosso caminho nos tornarmos uma pessoa melhor, mais madura, mais experiente... É uma fase onde, mais do que nunca, vemos claramente a relação causa e efeito de nossas decisões!

E que Deus abençoe os que estão nessa segunda adolescência!!! hehehehe

19/2/11
Anônimo disse...

Assim é minha vida hoje! Nunca fui apaixonada pela primeira faculdade e foi amor à primeira vista a segunda! Espero que continue assim... Às vezes, até tendo certeza de que é o que quero, tenho dúvidas. E acrescento mais: eu nunca tive uma vida de verdade, pois a dependência financeira, no meu caso, atrapalhou bastante. Então, só depois que conseguir meu emprego aproveitarei a vida, ou seja, uma nova adolescência! Porque tudo (nem tudo hahaha) que deixei de fazer na época que devia, farei futuramente!

Beijos, meninas! (Preguiça de colocar a conta do google, então, vai anônimo mesmo...)

19/2/11
Naiara e Letícia disse...

A dependência financeira incomoda bastante, né? Uma galera no mesmo barco!!! hehehehe

Boa sorte na segunda faculdade amigo(a) Anônimo(a)!!!

19/2/11
B.B disse...

Ainda bem que temos uma segunda adolescência!!!!Ela tem me feito muito bem, apesar das incertezas!!!Vai uma frase digna de livro de auto-ajuda (rsrs):não desistamos, meus queridos, dificuldades sempre existirão, mas elas serão do tamanho que permitirmos.....eu mesma estou em um novo recomeço. e muito feliz por sinal!!!Beijos garotas!!!
Bibi

21/2/11