quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Homem bem-humorado: sim ou não?

Já dizia minha velha avó, meio termo é sempre a melhor pedida. Não que detestemos homens bem-humorados ou que os rabugentos tenham seu encanto, mas porque algumas pessoas simplesmente não tem limites. Nós mulheres adoramos um homem sorridente, que sabe o significado de uma brincadeira e que consegue rir conosco das mais variadas situações, mas também precisamos de que sejamos levadas a sério quando o momento for esse.

Muitos amigos reclamam comigo da falta de mulheres com senso de humor saudável com quem possam conversar, e admito, realmente essa é uma qualidade de poucas. Mas me desculpem, mocinhos: já conheci (e estive) com alguns homens que não sabem quando parar e outros que simplesmente não sabem interpretar uma boa sacada (só posso pensar que seja isso).

Não gostamos de homens taciturnos e rabugentos, daqueles que podam qualquer brincadeira com sua cara de vincos na testa. É muito sem graça não saber rir de si mesmo, não ter momentos bobinhos engraçados entre si ou não poder fazer um comentário bem pitoresco sobre alguma coisa de vez em quando. São momentos interessantes, e um bom entendedor consegue notar uma boa sacada sobre o que quer que seja. É extremamente chato conversar com alguém que não sabe sorrir.

Mas o excesso... Ai, Deus, o excesso consegue ser infinitamente pior!
O cara começa a fazer piadinhas sobre si mesmo, você dá uma risadinha educada e pensa: “Opa, bom-humor à vista”. Aí ele se empolga e começa a analisar as barangas do local: aponta, fala mal do cabelo e ri alto – ele se sente o empolgadão da festa, amigão de todo mundo, já chama aquela sua colega pelo apelido e fica se gabando sobre coisas bem estúpidas, como conhecer o cantor da banda que está tocando. Com o intuito de disfarçar, você o convida para dançar. No início está tudo bem, daí o som do momento resolve jogar um “Pan-americano” e o cara começa a fazer passinhos ridículos e rodopios idiotas na frente de suas amigas ARGH JÁ CHEGA MEU FILHO, QUEREMOS BOM-HUMOR NÃO UM PALHAÇO DE CIRCO!

Tenho uma irmã casada e vez ou outra saio com ela e meu cunhado, resumindo, a mesa geralmente fica lotada de casais e eu lá, solteirona, mas não me importo, pelo contrário: observo e às vezes fico com vontade de esbofetear alguns deles. O que eu já vi em determinadas rodadas são homens que acham muito engraçado humilharem suas companheiras, comentarem sobre o novo corte de cabelo que eles acharam ridículo, dispensarem piadinhas sobre o peso delas, até mesmo liberarem anedotas machistas sobre algum hábito dos dois. E elas riem sem graça, ou tentam também fazer piada, e quando menos percebo estou numa arena de uma interminável batalha homem X mulher.


Não sei o motivo pelo qual uma mulher (ou mesmo um homem) se submeteria a uma companhia que não sabe enxergar a tênue linha entre a graça e o riso. Entre rir de alguém e rir com alguém. E isso, a meu ver, é uma questão de inteligência, talvez um pouco de adaptação, mas principalmente cérebro: homens inteligentes, e eu digo inteligência no sentido viril, que sabem ler nossa alma e nos compreender, ai... Esses seres raros são os melhores quando se quer rir, falar sério, debater, enfim... Quando se quer relacionamento.

Parte da cumplicidade é isso, reconhecer os limites, tanto os seus como da outra pessoa. Tenho poucos amigos com os quais me sinto bem nesse sentido: eles sabem sorrir frente a algo que eu diga, levam com naturalidade e fazem comentários legais sobre algo, é uma delícia conversar com eles.

E sabe, até mesmo chegar ao fim, se for o caso, com uma pessoa de excelente humor é mais confortável. Já dizia um velho ditado, a melhor forma de iniciar um relacionamento é com uma boa gargalhada.

E de terminar com ele, também.

Por Lety

9 comentários:

ML disse...

Muuuuuuuuuuuuito bom!!!!!

5/1/11
Naiara disse...

Bom humor é essencial! Mas sem sombra de dúvidas o excesso nas brincadeiras queima legal o filme do cara!

Nenhuma mulher quer namorar um palhaço, atração da mesa numa saída com os amigos... tem que saber os limites!

5/1/11
C.P. disse...

Excelente! Realmente é um ponto chave que nunca tinha pensado a respeito. Mas engraçado que existe um número demasiado de homens assim. Não têm limites e acham que estão abafando.

5/1/11
Abelardo disse...

Ultimamente, temos (Eu e Lety) tentado eleborar uma teoria para explicar alguns casos de "humor sem noção"... SPP... KKKKK! Muito bom o texto, hein?!

6/1/11
Abelardo disse...

Bom-humor é fundamental! Mas seu excesso chega a ser pior, porque expõe ao ridículo!Ultimamente, temos (Eu e Lety) tentado elaborar uma teoria para explicar alguns tipos de "humor sem noção"... SPP! Muito bom o texto!

6/1/11
Naiara e Letícia disse...

kkkk verdade, tese de doutorado

6/1/11
Well Souza disse...

Parodiando o poeta: "os ranzinzas que me perdoem, mas bom-humor é fundamental."

E devemos nos lembrar que é mais fácil ensinar bons modos a um esculachado do que humor a um abugento!! kkk

E obrigado pelo comentário lá no site.

Lê, desculpe a ausência. Ando recluso!

Bjus

11/1/11
Anônimo disse...

Texto muito bom garotas!!
E ando um tanto quanto ausente por aqui, então não sei se já tem tempo que foi alterada, mas adorei a nova cara do site!!!
Beijocas
Bibi

12/1/11
Xandao disse...

Muito bom!!!

14/1/11